Dicas para apresentar trabalhos em eventos

Antes do evento

Crie um roteiro: antes mesmo de fazer os slides, caso você vá utilizar, crie um roteiro dos principais tópicos que irá apresentar e organize a sequência das ideias. Você pode utilizar papel e caneta para isso.

Slides: confira se o evento possui um template de que deve ser utilizado. Lembre de inserir somente o texto necessário para apoiar sua fala. Se puder colocar imagens e gráficos que exemplificam de forma visual seus dados, melhor.

Treine: ensaie sua fala com base no roteiro que você escreveu e nos slides (ou pôster) já prontos. Fale em pé, simule o ambiente e o tempo do evento. Treine para NÃO LER os slides no dia da apresentação! Eles são somente seu apoio e uma síntese da sua fala para o público acompanhar.

Prepare-se para perguntas: veja quais pontos do seu trabalho podem levantar questionamentos e se prepare de antemão com respostas adequadas.

Backups: salve os arquivos que irá utilizar em 2 ou 3 formatos diferentes (ppt e pdf, por exemplo) e tenha sempre um backup: pendrive, email, dropbox, etc.

Durante o evento

Chegue com antecedência: tenha tranquilidade para achar o local, testar sua apresentação e se acomodar.

Vista-se com roupa confortável: utilize uma roupa que te deixe a vontade. Veja também se o evento possui algum dresscode que deva ser respeitado (mais social, por exemplo).

Leve água: não espere a coordenação do evento fornecer, garanta sua própria água. Além de te manter hidratado, você pode beber água para fazer pequenas pausas antes de responder perguntas, por exemplo, caso precise de alguns minutos para pensar.

Não interrompa as perguntas: deixe que a pessoa termine a pergunta antes de responder, tome notas se for necessário para auxiliar a resposta. Caso não saiba responder na hora, diga que irá procurar uma solução e dará um retorno depois e que está disponível para continuar conversando sobre o assunto no intervalo.

Coloque-se à disposição para conversar depois da apresentação ou responder eventuais dúvidas por email: nem sempre dá tempo de todas as colocações serem feitas após a apresentação. Coloque-se à disposição para continuar conversando, isso pode render boas parcerias no futuro.

Entendendo um pouco sobre o Qualis

Esse é um assunto que volta e meia eu falo lá no Instagram. Já fiz até uma live sobre qualis e fator de impacto, que infelizmente não ficou salva. Hoje eu vou dar uma geral sobre o assunto e em posts futuros pretendo abordar de forma mais direcionada as dúvidas mais comuns. Vamos lá?

Quando entramos na pós e passamos a nos preocupar com a publicação de artigos, é inevitável que essa palavrinha chamada “qualis” apareça na nossa vida. Pra começar, a gente precisa entender que a função do qualis é servir como uma ferramenta de avaliação da produção bibliográfica dos programas de pós-graduação. Como não é possível avaliar os artigos de forma individual, isso é feito através dos periódicos onde se publica. 

É por isso que a classificação qualis é feita sempre a posteriori, ou seja, a lista oficial sai a cada 4 anos na plataforma sucupira e é alimentada com base nas publicações que os programas de pós informam à CAPES. 

O qualis vigente hoje, junho de 2020, é o que corresponde aos anos cheios de 2013 a 2016. Os estratos que temos vigentes são: A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C, sendo A o melhor e C o pior. Como que as revistas chegam nesses estratos? É gerada uma pontuação pra elas de acordo com algumas características como indexação em determinadas bases de dados, por exemplo. 

Uma coisa que é interessante você saber: cada estrato tem um teto, então pra um periódico subir de qualis, outro tem que descer. Há um limite. Muitas vezes um periódico tem todas as características de um estrato mais alto, mas não sobe porque há uma barreira. Exemplo: se tenho 3 revistas muito boas, iguais, mas o A1 só aceita 2, uma delas vai ter que descer. 

Me conte nos comentários se você já conhecia essa dinâmica do qualis e quais as suas dúvidas!